Enquanto o mundo lá fora girava, Cláudio revia a posição de ter colocado sua relação com Carol como seu “outro mundo”. Este agora parecia parar. Ninguém reparava ou parava pra pensar no quanto aquilo era importante pra ele. Nem mesmo Carol tinha a noção exata daquilo tudo. Diante de todas as circunstâncias e como única forma de levar a relação adiante, um novo encontro tornou-se inevitável. Meia hora mais tarde os dois se encontraram e sentaram no primeiro banco que apareceu para ter o que parecia ser uma última conversa. Cláudio sabia ser previamente visível o que estava pra acontecer e por isso esperou Carol se manifestar.
-- Tudo que aconteceu não foi de propósito, ou pelo menos com o propósito de te magoar.
-- Como?
-- Isso mesmo! Não tive intenção de te machucar.
-- Mas as suas intenções com aquela pessoa me machucaram. Portanto, mesmo indiretamente você teve intenção sim.
-- Você nunca vai entender Cláudio.. Você não consegue separar as coisas. Se primeiro tentasse me entender, talvez agora conseguisse perceber que não havia má intenção.
-- Talvez você tenha razão. Mal intencionado sou eu por querer manter uma relação com você.
O tom irônico de Cláudio fez diminuir o ritmo da conversa. Aqueles períodos de silêncio o fizeram relembrar que Carol dificilmente demonstrava suas emoções. Por isso, duvidava daquela cena e se questionava se as lágrimas dela não estavam apenas caindo em contradição. Isso tudo deixou Cláudio muito confuso. Mesmo vendo seu coração partido ele esperava reparti-lo com Carol. Mas o que era pra ser dividido, foi partido novamente e o que aconteceria dali pra frente dependia diretamente da recomposição de tudo que havia se espalhado ente os dois.

1 comentários:

.raphael. disse...

Belo começo pra difundir uma história Léo! Continue!..heeheheh

Inventar personagens é muito bom!

abraço!