Um dia desses eu bati o carro. Pura barbeiragem e teimosia. Como gosto de fazer balisas desafiadoras (daquelas que só cabem o carro e mais um palmo) resolvi estacionar entre um carro e uma caçamba de disque entulho. Nunca tinha feito uma dessas e depois de algumas manobras consegui entrar. O problema foi sair. Como o espaço era muito pequeno e a rua de paralelepípedo, entre uma ida e outra vinda soltei o freio um pouco antes da embreagem e o carro deu uma descidinha. Foi o suficiente pra encostar na caçamba e eu gritar: caçamba! (que merda.. eu nem gritei isso). Depois disso cheguei a ir no funileiro pra fazer o orçamento e no começo decidi não consertar pelo preço. Depois de um tempo comecei a refletir no quanto a gente se preocupa com os retoques, maquiagens e eliminação das marcas. Porque ao invés de apagá-las não aprendemos a conviver com elas? Ainda procuro pelo ponto exato dessa questão e enquanto não encontro me acostumo com o fato de ultimamente estar com algumas perebas pelo corpo.

0 comentários: