Carol nunca foi de colocar seus sentimentos em um plano superior. Talvez seu maior plano tenha sido sempre se colocar a frente de tudo. Isso causava uma lacuna enorme entre ela e Cláudio. O que para ela se traduzia como “amor próprio”, para ele se deduzia como “falta de atenção”. Diante das circunstâncias e como única forma de adiantar o que estava por vir, um novo encontro tornou-se inevitável. Carol se arrumou e mais ou menos uma hora depois os dois se sentaram no primeiro banco que apareceu para ter o que parecia ser uma última conversa. Para Carol era previamente imprevisível saber o que iria acontecer. Essa angustia fez com que ela tomasse logo as palavras.
-- Tudo que aconteceu não foi de propósito, ou pelo menos com o propósito de te magoar.
-- Como?
-- Isso mesmo! Não tive intenção de te machucar.
-- Mas as suas intenções com aquela pessoa me machucaram. Portanto, mesmo indiretamente você teve intenção sim.
-- Você nunca vai entender Cláudio.. Você não consegue separar as coisas. Se primeiro tentasse me entender, talvez agora conseguisse perceber que não havia má intenção.
-- Talvez você tenha razão. Mal intencionado sou eu por querer manter uma relação com você.
O tom irônico de Cláudio fez diminuir o ritmo da conversa. Aquele sentimento de amor e ódio que ele demonstrava provocou em Carol uma sensação atípica. As lágrimas que escorriam de seu rosto pareciam correr de encontro ao peito de Cláudio. Ela queria mas não conseguia dizer mais nada. Se o fato de sentir aquelas emoções já era inesperado; explicá-las tornou-se inimaginável. Em meio a tudo isso, Carol decidiu rever sua posição de sempre se colocar a frente de tudo e o que aconteceria dali pra frente dependia diretamente da repercussão que isso teria entre os dois.

1 comentários:

.raphael. disse...

é Léo!.. brinque mais com os personagens!...ehheheeh

é sempre bom manipular algo.. e dar o futuro a eles!

abraço!