... Os dias iam passando e Cláudio tentava se preparar para contar a sequência dos fatos e suportar as consequências que isso teria na relação.

5 de abril de 2007. Um mês depois de trair Carol com Ana, Cláudio parecia retraído e confuso com a situação. Misteriosamente, Ana se afastou dele e a única coisa que os aproximava eram as notícias dadas por Carol. A cada vez que ela citava Ana em alguma conversa , Cláudio pensava mais uma vez em revelar o segredo. Não era justo, e nem combinava com ele, omitir tudo aquilo para continuar a relação. O tempo estava se esgotando e o toque do telefone pareceu soar como um alarme naquele momento.
-- Cláudio! Você tem que contar pra ela.
-- Ana?!
-- Conte tudo o que aconteceu pra Carol!
Ana foi direta e as suas palavras atingiram diretamente tudo que Cláudio se apoiava para guardar o segredo. Aquela fase cômoda e as horas livres que lhe davam um tempo a mais para respirar, agora o sufocavam. Depois daquela ligação tudo ganhou um “ar” de atraso para ele. Pensar em todas as vezes em que esteve com Carol, agora era como lembrar de todas as chances que teve e não aproveitou para abrir o jogo. Ana fez isso parcialmente e deixou claro para ele que ela estava disposta a usar das estratégias mais obscuras para acabar com a relação. Começava a ficar evidente que Ana não desejava ficar com ele, mas sim, por algum motivo desconhecido, apenas queria que ele não continuasse com Carol.
Passava das dez da noite. O medo de que Ana revelasse tudo deixou Cláudio mais destemido e disposto a esclarecer os fatos.
-- Carol! To indo pra sua casa. A gente precisa conversar.
-- O que foi Cláudio? Pode falar agora.
-- Não. Tem que ser pessoalmente. Não considere nada que Ana te falar até eu chegar aí.
Seu coração disparado o fazia avançar todos os sinais. Aquela mistura de medo e ansiedade compunham o seu corpo bloqueando qualquer sentimento positivo e que pudesse lhe dar esperança naquela hora. De repente uma forte luz a sua frente se contrastou com a escuridão da avenida Oscar Niemeyer fazendo-o diminuir a velocidade.
-- Sai do carro, sai do carro!
Cláudio tinha que ter pensado duas vezes mas não o fez. Apenas pensou de imediato na angústia que passava e acelerou. Os segundos seguintes foram contados e ele sabia que poderiam lhe trazer consequências incalculáveis. Houve um disparo. O silêncio seguinte falava mais alto que qualquer sentimento que ele podia ter. Cláudio já não sentia mais, estava inconsciente. O tempo indeterminado para a chegada da ambulância determinaria quais seriam suas reais chances de sobrevivência.

Download da estória até esse ponto

6 comentários:

Robertinho disse...

Caracaaaaaa! E agora?? Que drama de novela!!! Ele sobrevive? A Carol vai ficar sabendo da traição? E a Ana, vai ficar com peso na conciência?

Não precisa nem falar que eu e o resto dos leitores já aguardam anciosamente o próximo capítulo, né?

Léo, manda isso pra Globo, pra Record, sei lá! Tá bom demais!

Abs,
Robertinho

Ricardo Guedes disse...

era so o que faltava agora, passar de uma estoria de suspense romantico a um drama.. pra ele ficar inconsciente, o tiro foi da cintura pra cima... assim sendo, so mta sorte para nao ter sequelas..
e ai, como carol irá encarar isso? a necessidade de apoio ao namorado num momento complicadissimo de saude sem saber da revelacao q ele faria..

complicada a situacao dos 2.. acho q nao eh nem o caso de pensar em relacao agora, mas sim, do claudio ficar bem..

Lu disse...

Ele ficou com a Ana?? Droga, ainda ñ cheguei nessa parte. Vou ler td a história hoje...:))) E agora? E a Carol??
Eita... isso tá mais complicado que a minha vida!!... rss

PS.: Gostei da frase do Caetano, mas pra mim, quero algo mais. Não precisa ser agora, mas eu quero!

Beijos!

Lu disse...

Legal!!! Fico feliz por vc. Pois, alguem que pensa daquele modo, deve, no minimo, se sentir só. :))
Bjs!

Si disse...

A história Carol x Cláudio x Ana virou drama social! Triste, mas emocionante.

Aguardo cenas do próximo capítulo.

Beijos, Leo.

.raphael. disse...

Grande Léo... colocando suspense agora na estória!

ta melhorando sempre!

abs